Matérias

D. Francisca, guerreira de RN.

22 de fevereiro de 2013
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Não poderia deixar de registrar em meu blog a história fantástica dessa guerreira artesã em biscuit.

D. Francisca, adoraria dizer que VIREI SUA FÃ!

Segue a matéria sobre a D. Francisca que foi apresentada hoje, 22/02/2013 no Globo Repórter.

“Em Mossoró, no Rio Grande do Norte, a artesã Francisca Fernandes também pensa grande. Sobre até onde ela planeja chegar, ela é categórica: “Até onde Deus permitir. Se Deus permitir que eu vá à Lua, eu vou”.

E se der, vai mesmo. Vencer obstáculos é uma coisa que ela sabe fazer muito bem. “Eu fiz grinalda pra defunto, eu fiz arranjo de noiva, eu costurei, eu passei, eu cozinhei, eu lavei roupa, eu já fui de tudo, já fui estilista de moda, já fiz de tudo para ver se mudava a situação”, conta a artesã.

Analfabeta, não tinha nem documentos. E a vida ia de mal a pior: “Já dei um filho porque eu não podia criar. Meu filho mais velho desmaiou de fome, e eu sem poder fazer nada porque era difícil a vida por eu nem saber escrever, não tinha como trabalhar. A pessoa não dava emprego por eu não saber ler nem escrever.”

Trabalhando como mecânico, seu Firmino, o marido, ganhava bem, mas não cuidava da família. Até que um dia, ele exagerou: negou R$ 1 para comprar pão. “Ele olhou bem para mim, enfiou a mão no bolso, pegou R$ 50, passou na minha cara e disse: ‘eu trabalhei, ganhei, então vou pro bar beber e escutar música do Roberto Carlos’”. E não deu R$ 1 para a esposa.

Nesse dia, ela apostou a última esperança: moldar figuras em biscuit, uma técnica de artesanato que tinha visto na televisão. A matéria prima era muito cara. Ela foi misturando o que tinha em casa: óleo, goma de mandioca, vinagre e sabonete. “Tentava fazer de todos os jeitos. Quando eu botei o sabonete, foi o ponto. O essencial foi o sabonete”, explica Francisca.

Os instrumentos de trabalho também foram improvisados: um pedaço de raio de bicicleta, agulha de crochê, um pedaço de cano, palito de coqueiro.

“A gente decorava sabonete, fazia ímã de geladeira, fazia chaveirinho, e todo mundo achava feio porque era aquela coisa envernizada, aquela coisa brilhosa e o povo criticando, dizendo que era feio”, conta.

As críticas negativas, as dificuldades para produzir e vender a sua arte nunca abateram Francisca, ao contrário. Como boa nordestina, essa mulher tem na perseverança o seu traço fundamental. Franscisca fez de Lampião e Maria Bonita seus personagens favoritos e, como eles, nunca desistiu da luta.

A luta melhorou muito depois que ela fez um curso de artesanato. O casal de cangaceiros ganhou estilo, em novos modelos e vários tamanhos. Com a ajuda da filha Adriana, a produção cresceu e as vendas também. Mas havia ainda muito que aprender. Até para tirar os documentos.

“Meu filho escreveu meu nome na parede: Francisca Fernandes – arte em biscuit. E aí, todo dia eu ficava ali sentada na porta, contando quantas letras tinha o meu nome e quais eram as letras do meu nome para poder escrever direitinho, correto, o meu nome. Para mim, foi como se eu tivesse nascido de novo, e outra coisa: melhorou minha autoestima. Eu virei outra pessoa”, comemora a artesã.Carlinhos, o filho mais velho, largou o emprego para trabalhar com a mãe e a irmã. Juntos, eles formam uma equipe de produção impressionante: em um mês, chegam a fazer cinco mil peças.

“O nosso carro-chefe são as peças miúdas e essas peças pequenas têm uma produção muito rápida. Num dia eu consigo fazer 150 cabeças dessas. A minha irmã já coloca o cabelo, o chapéu e está pronto”, explica Carlos André de Sousa, filho de Francisca.

E será que não cansa? Adriana de Sousa, filha de Francisca, diz que não. “Às vezes enjoa de fazer tanto cangaço, mas aí eu faço uma caricatura, uma bonequinha colorida, e daí já começo de novo no cangaço”, conta.

As caricaturas são de gente famosa: Xuxa, Ana Maria Braga, Louro José, Amy Winehouse, e até Michele Obama.

Com isso, a vida da família mudou muito. “Meu sonho era ter dois pares de chinelo e eu já tenho todos os que eu quero. A gente tem internet em casa, nunca que pensei ter internet.”, diz Francisca. Agora, não falta mais nada em casa. “Tudo o que eu quero, vou ao supermercado e compro. As pessoas me ajudar a chegar a ter nome de celebridade”.

Dez anos atrás ela precisava implorar R$ 1 do marido. Agora, seu Firmino jura que nem se lembra dessa história. E diz que tem o maior orgulho dela. “Uma mulher que nem essa daí não é todo mundo que tem não. São poucas”, elogia o aposentado Francisco Firmino da Costa Neto.”

Fonte: http://g1.globo.com/globo-reporter/noticia/2013/02/mulheres-abrem-suas-proprias-empresas-e-dao-volta-por-cima.html

Os números de 2011

2 de janeiro de 2012
Em: Matérias | 2 comentários

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 13.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 5 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Dor na munheca!

12 de julho de 2011
Em: Dicas e Novidades, Matérias | 4 comentários

Uii.. ai.. meu bracinho.. :(

Vira e mexe me pego falando esta frase, daí providencio o auxílio da munhequeira para aliviar a dor que o esforço repetitivo e a sobrecarga do Biscuitar mais o trabalho contínuo no computador me causa. A chamada LER (Lesão por Esforço Repetitivo) ou D.O.R.T. (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho).

“O punho é formado pelos dois ossos longos do braço – o rádio e a ulna -, que se articulam com o carpo, primeira porção óssea das mãos, composta de três ossos: o piramidal (na parte interna), o semilunar (no centro) e o escafóide (na lateral). Tais estruturas ósseas são “amarradas” por ligamentos, tendões e músculos. E recobertas pela pele. É isso que dá força e mobilidade aos punhos. Neles ainda há o nervo radial, o mediano e o ulnar, que levam as ordens cerebrais de comando das mãos e recolhem as sensações que ocorrem nelas, como dor e calor, e as conduzem até o cérebro, onde são identificadas.”

Achando pouco o que nós mulheres passamos, as dores no punho são mais comuns entre nós, porque as estruturas ligamentares de nossos punhos ficam enfraquecidas em especial quando somos submetidas a stress intenso e nos períodos menstrual ou da menopausa. As lesões de punho podem estar associadas também com as doenças da tireóide, como hipotireoidismo ou hipertireoidismo.

Munhequeira

Para aliviar as dores, eu uso a munhequeira, santa munhequeira, consigo imobilizar meu punho, promovendo um descanso aos músculos, articulações e ligamentos, porém é bom ter cuidado no uso, pois o uso excessivo pode provocar o agravamento da lesão.

Portando, quem fala aqui é uma biscuiteira que com o trabalho manual e geralmente repetitivo esta vulnerável a esta lesão, pois em caso de dores no punho, consulte um médico para diagnosticar o grau da sua lesão e medicar corretamente.

Eu deixo a dica de alguns exercícios que fui orientada pela professora da academia, para cada exercício, conta 10 segundos:

Exercícios para os punhos.

Punhos fortalecidos: Hora de Biscuitar!! rsrs

Fonte: http://www.minhavida.com.br/conteudo/11054-Lesao-no-punho-pode-ser-evitada-com-exercicios-especificos-e-atencao.htm

http://caras.uol.com.br/noticia/quem-faz-esforcos-repetitivos-pode-ter-mais-inflamacoes-nos-punhos#image0

 

Feira Mega Artesanal – SP 2011

29 de maio de 2011
Em: Matérias | Seja o primeiro a comentar!

Esta será a 11a. edição da feira anual de produtos para artesanato e artes manuais. Muito concorrida, terá seu primeiro dia (28 de junho) dedicado especialmente aos lojistas. À partir de 29 de junho estará aberta ao público em geral com ingressos vendidos a R$ 10,00.

Mega Artesanal 2011

DATA: De 29 de Junho a 03 de Julho de 2011, dia 28 de Junho – Especial para o logista

LOCAL: Centro de Exposições Imigrantes, Rod. Dos Imigrantes, Km 1,5 – São Paulo , Telefone: 11 5067-6767


HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DA FEIRA
Dia 28 de junho das 11h00 às 19h00 – Dia especial para o lojista
De 29 de junho a 02 de julho das 11h00 às 19h00
Dia 03 de julho das 11h00 às 17h00

Ano que vem pretendo estar lá para BISCUITAR muito!! ;)

Entrevista com Anna Modugno

28 de maio de 2011
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Confira nesta entrevista exclusiva com a Professora Anna Modugno um pouco sobre sua trajetória e características do artesanato com biscuit.


Anna Modugno - Responsável pela introdulção do biscuit no Brasil.

Milhões de brasileiras e brasileiros têm no artesanto seu modo de vida. Seja profissionalmente ou como um hobby esta atividade possui público fiel.
Diversos são os tipos que podem ser estudados, cursos na área não param de crescer.
Confira nessa entrevista exclusiva com a Sra. Anna Modugno, professora e precursora da arte com biscuit no Brasil, que nos conta um pouco sobre sua trajetória e atividade.
GuiaCurso – Conte-nos um pouco sobre como a Senhora descobriu sua aptidão para com as artes.
Anna Modugno – Desde menina quando estudava, tanto no primeiro grau como no segundo, me destacava em algumas materias como desenho e todos os tipos de artes. Na época ainda havia como materia trabalhos manuais que incluia bordado, tapeçaria e pintura. Essas matérias sempre me chamaram mais a atenção e eu tinha maior aptidão.
GC – A Senhora trabalhou com diferentes tipos de artesanto até tornar-se referência no que diz respeito ao artesanato com biscuit, como se deu esta trajetória profissional?
AM – Antes do Biscuit eu ministrava aulas em lojas especializadas em artesanato com tecnicas como art noveau, vitral, veludo, cerâmica, gesso, modelagem em velas, cartonagem, flores de tecido, papel crepom e outras. Como sempre gostei de modelagem sabia que existia em outros países uma massa que dava a possibilidade de criar uma variedade muito grande de trabalhos, incluindo flores, que era o que eu mais me interessava. Pesquisei a massa de pasta de sale da Italia, só que não se adaptava ao nosso país, por ser um clima tropical. Foi então que editoras de revistas especializadas em artesanato, sabendo do meu potencial em modelagem, me enviaram uma receita para que eu testasse e justamente era a receita que eles utilizavam na America Latina, chamada de Porcelana Fria.
GC – A Senhora é a responsável pela introdução do biscuit no Brasil, assim, explique nos um pouco sobre o artesanato com o biscuit e quais são as possiblidades dentro desta arte.
AM – Foi através do programa “Note e Anote” da Rede Record, na década de 1994, que eu tive a oportunidade de mostrar e divulgar o Biscuit. As possibilidades são as mais variadas, por ser uma massa versátil que se adapta em todos os tipos de materiais e nas diversas ocasiões, como decoração de festas, ambientes, etc.
GC – A Senhora caracteriza-se por ensinar, à diversas pessoas, inclusive no exterior, sua arte. Qual são as habilidades ou requisitos necessários para que uma pessoa possa aprender a trabalhar com o artesanato?

Público assiste aula da Profª Anna Modugno.

AM- Os requisitos necessários são: Perseverança, dedicação e perfeição.

GC – Como a Senhora vem acompanhando este crescente interesse das pessoas pelo artesanato e a que credita esta tendência? Existe benefícios percebidos com o exercício da arte artesanal?
AM – O numero de pessoas que se dedicam ao Biscuit cresce a cada dia. Primeiro por tirar as pessoas de estresse e depressão, segundo que é uma alternativa para suprir as dificuldades financeiras, dando estimulo para criarem seu proprio negocio. Hoje em dia com a crise e a falta de empregos as pessoas partem para o artesanato.
GC – De que forma a senhora avalia as possibilidades de trabalho dentro do artesanato?
AM – O Biscuit é uma massa que se adapta facilmente a tudo, o que você imaginar consegue fazer, basta um pouco de criatividade, habilidade e vontade.
GC – Que dicas a senhora daria aquelas pessoas que pretendem aprender/ aperfeiçoar –se na sua área ?
AM – As dicas são inumeras: pode se oferecer em lojas de decoração de bebes, festas; Trabalhar com lembrancinhas personalizadas, feirinhas, cidades turisticas, quiosque em shoppings. O importante é procurar aperfeiçoar-se e fazer trabalhos de qualidade.