Histórias do Artesanato

- “Porque o nome Biscuit?”

18 de julho de 2011
Em: Histórias do Artesanato | 2 comentários

“- Use a lógica: se Biscuit em inglês é Biscoito, porque usa o nome Biscuit para esta arte?”

Muitas pessoas já me perguntaram isso.

E minha resposta geralmente era: “Num é? Também me pergunto isso, nada a ver. Eu sei que o verdadeiro nome é Porcelana Fria, mas o motivo de usar o nome Biscuit ainda não sei, vou pesquisar e postar em meu blog.”

Como uma fiel “BB” (Biscuiteira e Blogueira), fui a caça da informação, e descobriiiiiiiii que:

Mesmo a arte de modelar em Biscuit ter origem na Itália, a palavra Biscuit é de origem francesa que quer dizer porcelana branca, além de biscoito igual a tradução do inglês, sendo assim se deu o nome de biscuit a massa de porcelana fria.

Abaixo segue o trecho da tradução do dicionário Francês:

Dicionário Francês

Dicionário Escolar Francês
Autoria: Jelssa Ciardi Avolio e Mára Lucia Faury

biscuit
bis.cuit
nm 1 biscoito. 2 porcelana branca.

 

 

 

Portanto, a lógica de traduzir a palavra tem fundamento, mas não do inglês para o português e sim do francês para o português.

E nada de pensar que Biscuit é apenas biscoito, Biscuit é algo MAIS!!!

;)

Como surgiu o Biscuit

28 de maio de 2011
Em: Histórias do Artesanato | 3 comentários

Apresento-lhes: Massa de Biscuit!!

O surgimento do “Biscuit” provavelmente tem muitos países de origem mas, com certeza, podemos dizer que a Itália é um deles. Trabalhos com
“pasta di sale”, uma mistura de farinha, água e sal são uma tradição naquela parte do continente europeu. São trabalhos delicados que retratam os mais diversos motivos do dia-a-dia e têm por finalidade enfeitar a mesa.

Em outros países também existem trabalhos nesta linha. Nos Estados Unidos, por exemplo, os bonecos de “salt dough” (Massa de Sal) são muito famosos, além de serem uma tradição muito antiga. Apesar de sua beleza, guardam em si a fragilidade dos elementos de que são compostos, ou seja, o artesão encontra-se limitado à baixa resistência e durabilidade das peças.

O Biscuit nasceu inspirado justamente nesses trabalhos, onde havia a necessidade de se procurar resistência e durabilidade ideais para as peças.

Misturando-se a massa a outros elementos (cola, por exemplo), obteve-se uma consistência duradoura, suficientemente para que a peça pudesse receber pintura e acabamentos que realcem brilhos e outros atributos naturais.

Surgia, então, o Biscuit, conhecido na Europa e América Latina como “Porcelana Fria”.

O termo “Porcelana Fria”, em muitas ocasiões, confunde pessoas que não conhecem a técnica. Muitos acham que se trata de um trabalho em porcelana tradicional. Realmente, algumas peças chegam assumir tal aspecto.

Na verdade, a busca pela resistência e durabilidade acabou encontrando uma denominação que tinha mais a ver com o efeito final do trabalho (parecido com porcelana). O termo “fria” é justamente para diferenciar-se dos trabalhos em porcelana tradicional, os quais necessitam de forno para a sua confecção.

Apesar da inspiração européia, a arte da Porcelana Fria ganhou adeptos e grande desenvolvimento apenas na América Latina.

Em relação aos países europeus, somente na Inglaterra temos notícias de grupos de artistas que se dedicam a esta técnica, sendo tradicional o acontecimento de encontros anuais para debates, exposições e premiações.

Já nas Américas, a Porcelana Fria chegou primeiramente na Argentina, onde encontra-se um grande número de seguidores e artistas que se dedicam a ela nos seus mais diversos aspectos. Em seguida expandiu-se para o Chile, Peru e Bolívia.

Na década de 80, finalmente a Porcelana Fria chegava ao Brasil através dos trabalhos de Anna Modugno. A artista pesquisava, há algum tempo, diversos tipos de massas alternativas para trabalhos artesanais. Foi justamente nesta época que a técnica passou a ser conhecida como “Biscuit” (porcelana branca), termo do idioma francês que tem muito a ver com a delicadeza e refinamento das peças, características da porcelana branca.

Anna Modugno não só trouxe a técnica do Biscuit para o Brasil como, também, propiciou uma nova abordagem ao tema. Desenvolveu amplo trabalho de aprimoramento e refinamento da técnica artesanal, criou uma linha de produtos e ferramentas específicas, além de publicar diversos livros e revistas com seus trabalhos. Resumindo: Anna Modugno é referência a nível nacional quando o tema é o Biscuit.

Um outro ponto de destaque do Biscuit é considerá-lo como uma atividade de negócio. Atualmente temos em nosso país milhares de pessoas que se dedicam e se empenham profissionalmente neste segmento. Com isto, criaram um mercado lucrativo e de muito bom gosto e, principalmente, alegrando e colorindo os lares de muitas famílias.

Fonte: http://www.arteana.com.br/histo/biscuit_histo.shtml

Assim começou o artesanato:

26 de maio de 2011
Em: Histórias do Artesanato | Tags: , | Seja o primeiro a comentar!
Índia na sombra do bonsai Jabuticabeira.

A história do artesanato tem início no mundo com a própria história do homem, pois a necessidade de se produzir bens de utilidades e uso rotineiro, e até mesmo adornos, expressou a capacidade criativa e produtiva como forma de trabalho.

Os primeiros artesãos surgiram no período neolítico (6.000 a.C) quando o homem aprendeu a polir a pedra, a fabricar a cerâmica e a tecer fibras animais e vegetais.

No Brasil, o artesanato também surgiu neste período. Os índios foram os mais antigos artesãos. Eles utilizavam a arte da pintura, usando pigmentos naturais, a cestaria e a cerâmica, sem esquecer a arte plumária como os cocares, tangas e outras peças de vestuário feitos com penas e plumas de aves.

O artesanato pode ser erudito, popular e folclórico, podendo ser manifestado de várias formas como, nas cerâmicas utilitária, funilaria popular, trabalhos em couro e chifre, trançados e tecidos de fibras vegetais e animais (sedenho), fabrico de farinha de mandioca, monjolo de pé de água, engenhocas, instrumentos de música, tintura popular. E também encontram-se nas pinturas e desenhos (primitivos), esculturas, trabalhos em madeiras, pedra guaraná, cera, miolo de pão, massa de açúcar, bijuteria, renda, filé, crochê, papel recortado para enfeite, etc.

O artesanato brasileiro é um dos mais ricos do mundo e garante o sustento de muitas famílias e comunidades. O artesanato faz parte do folclore e revela usos, costumes, tradições e características de cada região.

Fonte: http://www.programaartebrasil.com.br/hist_artesanato/hist_arte.asp